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Radar ITSM #8 — antes da IA, a conta do básico chega

A Flexera entra no Jira, SRE ganha SLIs para IA, 84% dos CIOs já cancelaram projeto de IA por sistema legado e o downtime já custa US$ 600 bi por ano. E: queremos saber se este formato está bom para você.

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Edição semanal

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O que rolou no universo de ITSM e Governança de TI na última semana. Leitura de ~5 minutos.

12 de outubro de 2026 • Edição nº 8


Essa semana o fio condutor não foi a IA em si, foi o que está embaixo dela. Parceria para arrumar dados de CMDB, observabilidade que precisa de métricas novas, CIO cancelando projeto por sistema legado, e a conta de quanto custa um downtime. Quatro notícias, uma pergunta só: sua casa está em ordem antes de acelerar?

ITSM & Operações

Flexera leva dados de ativos de TI para dentro do Jira Service Collection

A Flexera anunciou parceria com a Atlassian para alimentar o Service Collection com seus dados de inventário de hardware, software, contratos e risco. O gancho do anúncio é um número desconfortável, citado pela própria Flexera: segundo a Gartner, só 29% das implementações de CMDB dão certo. A ideia é dar a automações, fluxos de trabalho e agentes de IA no Jira um contexto real sobre o que existe, quem usa e quanto custa.

Por que isso importa

Toda conversa sobre agente de IA em ITSM parte do pressuposto de que a base de dados por trás está correta. Antes de comprar o discurso da automação, vale perguntar: seu CMDB (ou equivalente) está entre os 29% que funcionam, ou entre os 71% que não?

Fonte: Flexera (comunicado, 06/10/2026)


SRE & Observabilidade

Seu painel pode estar todo verde e o usuário, ainda assim, receber a resposta errada

Artigo na InfoWorld argumenta que as métricas clássicas de SRE, latência, taxa de erro, throughput, não capturam falhas de sistemas com IA generativa: um assistente pode responder rápido, com status 200, e ainda assim alucinar ou ignorar o contexto certo. O autor propõe tratar taxa de alucinação, groundedness, acurácia de chamada de ferramentas e custo por tarefa bem-sucedida como SLIs de verdade, com rastreamento e avaliação contínua.

Por que isso importa

Se sua operação já colocou IA generativa em produção, vale revisar o painel de observabilidade antes do próximo incidente silencioso, aquele que passa por todos os alertas tradicionais e só aparece na reclamação do usuário.

Fonte: InfoWorld (Neel Shah, 30/09/2026)


Governança & Segurança

84% dos CIOs já cancelaram um projeto de IA por causa de sistema legado

Pesquisa da GFT Technologies com 945 CIOs e CTOs mostra que a maioria já abandonou pelo menos um piloto de IA por limitação de infraestrutura legada, e 93% acham que seguir usando IA sem modernizar pode, eventualmente, provocar um incidente de segurança em toda a empresa. Só 15% das empresas dizem ter a modernização quase ou totalmente concluída. A recomendação dos especialistas da GFT: modernizar por partes, começando pelo sistema que mais trava o objetivo de IA, em vez de reformar a pilha inteira de uma vez.

Por que isso importa

É o mesmo argumento de sempre sobre dívida técnica, só que agora com um patrocinador novo, o board querendo IA, pressionando para decidir rápido. Vale usar esse dado para defender tempo e orçamento de modernização antes da próxima rodada de "coloca um agente aí".

Fonte: CIO Dive, com dados da GFT Technologies (29/09/2026)


Continuidade & Resiliência · Fora do Radar

O downtime não planejado já custa US$ 600 bilhões por ano às maiores empresas do mundo

Não é notícia desta semana, o estudo saiu em maio, mas o dado é bom demais para não entrar no Radar. Pesquisa da Splunk (Cisco) com a Oxford Economics, com 2.000 executivos de empresas Global 2000, calcula o custo global de indisponibilidades não planejadas em US$ 600 bilhões por ano, alta de 50% em dois anos, cerca de US$ 15 mil por minuto parado. Erro humano aparece como a maior causa de downtime, e observabilidade de ponta a ponta é o principal investimento de resiliência das empresas com menor custo de indisponibilidade.

Por que isso importa

É o tipo de número que justifica orçamento de continuidade de negócio e observabilidade numa linguagem que o financeiro entende: custo por minuto, não "boa prática". "Downtime é inevitável; disrupção prolongada não precisa ser", resume o VP da Splunk. Vale guardar a frase para a próxima reunião de orçamento.

Fonte: Cisco Newsroom / Splunk Research


Essa semana eu fico com uma pergunta: qual desses pontos pesa mais na sua realidade agora, estado do CMDB, observabilidade para IA, dívida técnica travando a IA ou o custo do downtime? Responde este e-mail e me conta, quero saber o que está pegando no seu dia a dia.

O Radar ITSM está no ritmo certo para você?

Depois de algumas edições, quero saber se a periodicidade semanal, o formato e o conteúdo estão bons para o seu dia a dia. É uma pesquisa rápida, leva menos de 2 minutos, e suas respostas vão direto para ajustar o que vem a seguir.

Responder a pesquisa

Um abraço,
Renê Chiari — ITSM na Prática


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